17
Mai
2022

As Prováveis Causas que a Família Influência na indisciplina Escolar

LIMITES E DISCIPLINAS NA FAMILIA E NA ESCOLA

As Prováveis Causas que a Família Influência na indisciplina Escolar

A família é o sustentáculo da vida, com ela aprendemos o que é ser ético, respeitar a diferença de cada ser, os limites que nos temos, enfim é o início para convivermos em sociedade. Ela que nos enche de carinho e amor é o nosso bálsamo de segurança e conforto para enfrentar qualquer problema que venha adiante.

Quando a procedência é desestruturada, os componentes dessa trazem consigo grandes problemas na sociedade e conflitos emocionais que geram distúrbios de aprendizado entre outros que danifica a sua vida em todos os aspectos.

Atualmente as famílias, estão mais ausentes por não haver tempo, o mundo de hoje tem cobrado e exigido muito de cada indivíduo, assim os pais estão deixando as suas casas para irem de encontro ao mercado de trabalho para que possam dar mais conforto e sustentabilidade aos seus filhos. Isso contribui para que as crianças fiquem cada vez mais na companhia de outras pessoas como, babás, vizinhos, avós e em instituições responsáveis por essas atividades, creches e escolas que são integrais.

A família onde o pai, a mãe e os filhos conviviam diariamente tem se extinguido e tudo isso gera grandes conflitos, porém não são apenas os pais que são omissos que prejudica sua descendência, mas os pais que são divorciados. Estáticas revelam que vem crescendo de forma avassaladora os divórcios em nosso país, mostrando que a família tradicional composta pelo o pai, à mãe e os filhos tem sido degenerada transformando-se em mãe e filhos, ou pai e filhos, ou ainda quando se casam novamente alterando esse quadro.

Em poucos anos a sociedade mudou muito, antigamente o autoritarismo dominava os lares e as escolas. Se cometesse alguma indisciplina eram punidos severamente.

O mundo viveu época em que nada era aceitável realizar, tudo deveria ser comunicado ao estado, e na época do militarismo em que nas escolas os livros eram arrancados páginas, os professores eram vigiados constantemente.

Mas tudo isso mudou, tornamos um país democrático, onde é tolerável realizar as atividades corriqueiras sem se preocupar em alguém vir e impedir que faça o que sentir vontade. As crianças ganharam direitos na escola dentro de casa. Hoje se pode ter liberdade de expressão, de pensar e de agir. Mas dentro do limite, pois temos leis que vigia o indivíduo quanto à calúnia e a difamação.

No entanto essa nova realidade mudou o contexto de família e escola, ou melhor, os pais quanto à escola perdeu a noção de limites. Não tendo autoridade no que falam, quando dizem não, em um momento dizem sim. Isso faz com quem escuta não de atenção, provocando assim a indisciplina.

De certa forma a nova família quer dar tudo ao filho, pois em um passado não tiveram, ou querem suprir a falta em algo. Pais que trabalham muito, não tendo tempo para o filho, ou até mesmo, as mães que se sentem culpadas pela falta de atenção não conseguem dizer não. Famílias desestruturadas, com pais separados, pais problemáticos, tende o filho ser sem limites e conseqüentemente indisciplinados.

“A força dos pais está em transmitir aos filhos a diferença entre o que é aceitável ou não, adequado ou não, entre o que é essencial e supérfluo, e assim por diante.” (TIBA, 1996, p. 16)

Fica por conta da família ensinar entre o que é correto e o errado, onde pode ir e onde não deve ir, e assim por diante. E a escola fica por continuar a educação que os pais transmitem.

As escolas onde tem parado; os docentes não estão conseguindo dominar uma sala de aula, Quem será o culpado de tanta desordem? São os alunos que estão inquietos, os pais ou mesmo a escola? O que vem ocorrendo com essa geração de crianças cada vez mais desordeiras?

“As instituições de ensino, cuja tarefa é introduzir as crianças nas normas da sociedade, muitas vezes se omitem. O professor também perdeu a autoridade inerente à sua função. Quanto maior a perda, mais anárquica tornou-se a aula.” (TIBA, 1996, p. 18)

Hoje tem sido difícil à interação professor-aluno, as escolas perderam seu eixo de ensino, suas regras estão difíceis de serem cumpridas. Segundo (SANTO, 2007, s/p)

Vários dispositivos legais são criados para fazer funcionar regras e leis como garantia de uma retaguarda ao desenvolvimento da criança. No entanto, a escola não está conseguindo dar conta dessa atribuição como deveria. Está descaracterizada; perdeu o eixo: conhecimento, tradição. E isso está causando um mal estar nos professores que se sentem impotentes frente a estas demandas; têm que preparar o aluno para a vida, fornecer-lhe as ferramentas/conhecimentos com que poderá atuar para conduzir a civilização. Há a idealização de um futuro sem referências ao passado, sem uma aposta na criança. E, frente à magnitude do dever e falta de embasamento no passado, vê-se impedido de ensinar, vê-se em escolas que não conseguem segurar o aluno dentro da sala de aula, muito menos despertar e manter seu interesse pelos conteúdos curriculares específicos.

Dessa forma as medidas que muitas vezes são tomadas pelas instituições de ensino, tem sido paliativo, ou seja, insignificante. Pois as atitudes que estão adotando, não tem sido coerente com as inúmeras dificuldades de disciplina que essas escolas têm enfrentado. As leis estão dando muita prioridade para os alunos e tirando a autonomia dos professores. A escola está de mãos atadas; pois ao deparar com tanta desordem, indisciplina e falta de respeito de certos alunos não pode usar nem mesmo a advertência e suspensão que antes era um meio apaliativo dessa situação.

Visto que isso é um problema que esta crescendo progressivamente existe diversos fatores que contribuem para esse episódio, a liberdade que o mundo tem oferecido às crianças de hoje, tem dificultado os professores, quanto os pais ensinarem, educarem esses garotos. No entanto, muitas famílias colocam a responsabilidade de educar seus filhos nas mãos de outras pessoas, como desculpa que eles não podem fazer nada porque a lei proíbe. Assim o desafio de educar tem sido um grande obstáculo enfrentado pela família e a escola.

1. Crianças pós-modernas e o desafio de educá-las.

As crianças do século XXI estão mais inteligentes, mais investigativas, tem curiosidade sobre tudo, estão sempre conectadas em tudo que ocorre à sua volta. São impulsionados a brincarem com brinquedos interativos que estimulam o raciocínio rápido, seus passatempos é com jogos que tem como a lógica e a inteligência.

Hoje não se vê aquelas crianças tímidas e retraídas, mas as que sabem conversar desde cedo, até mesmo quando aprendem falar, são mais coerentes, não dialogam tão errado como eram antes.

No entanto essa nova geração segundo Tiba (2002, p.234) é incapaz “de lidar com frustrações, que se transpõe para os relacionamentos sociais.”

Se não conseguir fazer algo que esteja muito difícil passa para outra em que são mais espertos, da mesma forma são os relacionamentos. Não necessitam frustrar com alguém, apenas deixam de lado e parte para outro alguém.

Nesse sentindo, os adolescentes iniciam sua vida sexual mais cedo, mesmo sem afetividade, se não der certo com essa, com outra irá dar certo, é nesse segmento que pensam. A mídia, as facilidades de acesso a informações fazem com que essas crianças desejam experimentar, ou melhor, preferem estar na moda, para que assim não sejam excluídos da roda de amigos.

Nesse contexto que Tiba (2002) afirma que a culpa não é apenas da mídia, mas dos pais e escolas, que incentivam essa prática precocemente. Os pais quando se dirige ao garoto perguntando quantas namoradas ele tem, algumas escolas fazem festinhas no dia dos namorados. E isso reflete na mente dessas crianças achando que já estão preparados para obter um relacionamento a dois.

Um grande obstáculo que as escolas vêm enfrentadas são crianças curiosas que vêem na televisão na internet e querem fazer igual, muitos professores reclamam de alunos que fazem gestos obscenos dentro da sala de aula.

Na verdade, não existe hora certa para iniciar uma educação sexual, mas sim momento adequado.

Em instituições de educação, há mais palestras referentes a esse assunto, atualmente pela necessidade e devido ter sido incluído no currículo através dos PCNs. Pois é melhor informar corretamente do que deixar algo que impedirá o desenvolvimento da criança como, gravidez indesejada e doenças sexualmente transmissíveis.

Rojtenberg (s/d, s/p) ressalta que,

A grande parte dos jovens recebe estímulos de seu grupo para realizar logo atos sexuais e, pior que isso, é informada por outros adolescentes um pouco mais velhos que também receberam péssimas orientações. Estes são, na sua grande maioria, supervalorizados pelo grupo por serem considerados ‘cabeças abertas’.

Conversar de forma séria sobre assuntos sexuais em geral tende a baixar a ansiedade dos jovens, que naturalmente são muito curiosos e desejam viver suas experiências o mais rápido possível. Afinal, a adolescência é um período de descobertas.

Visto que não são somente essas as preocupações que se passam na cabeça de pais e escolas, as drogas é outro assunto que intriga. Pois da mesma forma que a atividade sexual é iniciada pelo fato de curiosidade, o uso de drogas também começa assim.

Nesse sentindo, o grande desafio de educá-los. É tanta informação que eles possuem que fica difícil de como e o que deve ensinar primeiro. Assim pais e escola devem ficar atentos às crianças, no que assistem na televisão, onde estão acessando a internet, quais são as companhias. Nesse segmento facilitará o ensino – aprendizagem.

1.1. A liberdade dos novos tempos

Muitas pessoas não sabem o que é liberdade, principalmente a liberdade individual. Confundem que essa tal liberdade seria não fazer nada, não trabalhar, não estudar, simplesmente ficar em casa e fazer tudo o que realmente quiser.

No entanto, ela pode significar muito para uma pessoa que estuda e trabalha durante todo ano, ao chegar às férias para ela tem muito valor, isso segundo Tiba (1996).

Tiba (1996, p. 57) ainda afirma que “Liberdade é poder material e psicológico, mas só tem valor quando associa à responsabilidade. Liberdade absoluta não existe, pois está sempre relacionada a algo.”

Muitos pais confundem que dizer não aos seus filhos estaria sufocando-os e tirando a sua liberdade. Quando o pai ou mãe dizem não em algo é indicando a criança que aquilo está errado, e que não pode repetir novamente aquela atitude. Por exemplo, quando uma criança esta juntamente com o seu pai ou sua mãe em um escritório ao sair dali percebe-se que o garoto levou uma caneta ou outro objeto qualquer sem pedir autorização, os pais deveriam falar para ele voltar e devolver, porém muitos não chamam a sua atenção, deixando isso acontecer, o que é errado, pois ela não terá a real noção que a sua atitude é errônea e continuará agindo dessa forma, um dia é a caneta e amanhã o que será.

Em conseguinte a família tem que aprender que educar não é tirar a liberdade do filho mais sim garantir um convívio social saudável.

A liberdade nos dias atuais vem se tornando muito comum, com os pais fora de casa, deixando tudo por conta de terceiros fazem com que eles sejam donos de si mesmo, onde ninguém impõe limites, horários. Cruz (1997, p. 142) ressalta que,

Deve haver horários estabelecidos para as refeições, para dormir e acordar. Os filhos mais velhos devem obedecer os horários estipulados pelos pais para regressarem ao lar quando saírem à noite. Os pais também devem organizar horários ao longo do dia para filhos assistirem televisão, jogar games, brincar e estudar.

Se o adolescente não tem regras, limites dentro de casa, fora ele terá a mesma ação, não respeitando leis, sendo mal educados e achando que pode e deve fazer tudo que vier na cabeça.

Hoje se fala muito dos direitos das crianças e do adolescente, fazendo com que eles tenham mais direitos onde utilizam ao seu favor. Com a aprovação do ECA os pais que não estavam conseguindo ou não queriam educar seus filhos, passaram a utilizar esse documento como ponto de apoio para se safar de suas responsabilidades. Ouve-se muito dizerem que não podem educar filhos como antes devido o Conselho Tutelar proibir que os pais as eduquem. E com isso a educação de muitos está ficando mercê da escola e do Conselho, os pais não se importam mais.

Com isso as crianças utilizam todos esses direitos ao seu benefício, garantindo assim a sua total vontade de fazer o que quer. Da mesma forma que existem direitos há também deveres, o que é incumbido aos pais ensinarem não existe lei que irá ausentar as suas responsabilidades. Assim não será prejudicada a educação dos filhos. (ECA, Anexo A)

2. Diferença entre meninos e meninas

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São notáveis as diferenças existentes entre um sexo e o outro. Quando inicia as transformações no corpo de um adolescente (puberdade), onde verifica essa alternância. Não só do corpo, mas o modo de agir e pensar. É essas particularidades que será analisada, o comportamento de cada um.

Nas escolas é evidente a diferença entre meninos e meninas. Geralmente os meninos são mais afoitos, inquietos, falam sem pensar na conseqüência, exibe um comportamento mais indisciplinados, são curiosos.

As meninas criam responsabilidades mais cedo, muitas vezes são caladas, e possui um comportamento mais ajuizado, sentem a necessidade de estar apaixonada, e os meninos geralmente só querem ter experiências.

Dentro de casa, em uma família, onde há um casal, o adolescente é o que dá mais trabalho. Por querer desobedecer e ter a necessidade de serem independentes dos pais e financeiramente. A garota já é mais apegada afetivamente aos pais, na maioria das vezes totalmente dependente da família.

Segundo indica Tiba (1996), a adolescência é considerada um segundo parto, pois ele irá andar sozinhos sem a companhia dos pais, além disso, ele passará por várias transformações psicossociais e hormonais. (p. 141) “As etapas são cinco: confusão pubertária, estirão, menarca/mutação e onipotência juvenil.”

Essas etapas ocorrem em tempos diferentes em meninas e meninos. Sendo que nos meninos inicia-se mais tarde que nas garotas, porém é mais longa. Essas fases são mais evidentes nos meninos que nas meninas. Mais o que marca essa fase é a primeira menarca nas garotas e a mudança de voz nos rapaz. Contundo essas mudanças fazem com que eles se sintam irritados, respondões, feios.

Tiba (1996) ainda aponta que as meninas elas aproximam-se da mãe para conversar sobre essas mudanças, amadurecem bastante psicologicamente e começam a lutar pela sua independência quanto à proteção familiar. Já os rapazes ficam mais arrogantes, impetuosos, implosivos, sexualmente potentes não respeitam seu ciclo biológico, dormindo pouco, não se alimentando bem e não aceitam as opiniões dos outros, principalmente as dos pais.

Com isso os professores e os pais devem ficar atentos e respeitar essa fase, pois devem ser tratadas com muito cuidado, porque é nessa idade que irão começar uma nova etapa de suas vidas. Observa-se que por estarem afoitos, são mais indisciplinados, odeiam que lhe imponha limites e toda palavra que expressa um termo negativo é motivo para que possam se rebelar. Por esse motivo o cuidado extremo que se deve ter nesse período, pois é nessa fase que estão formando o seu senso critico. É fundamental que tenha diálogo entre pais, filhos e escola para que assim entrem em um senso comum e todos saíram beneficiados.

3. Limites e disciplina na escola

A disciplina é algo que se constrói em parceria, na família é a união dos pais e os filhos, na escola é o professor e o aluno.

Segundo Tiba disciplina (1996, p.117) “é uma qualidade de relacionamento humano entre o corpo docente e os alunos em uma sala de aula e, conseqüentemente, na escola.”

Quando o professor está à frente da sala de aula, ele deve saber o que fazer e como agir diante da turma, assim não passará insegurança aos alunos. 

Se o docente for totalmente liberal, não importando com a movimentação da classe, as conversas, como ele poderá cobrar depois. Se no início ele não colocou limites.

O professor ele deve chamar a atenção dos educandos, para sua disciplina quando o adolescente se sente motivado, ele terá motivos para aprender. Assim a ordem será estabelecida dentro da sala de aula.

As crianças só aprendem quando têm algum motivo, algum interesse profundo em assimilar novos conhecimentos ou em adquirir novos hábitos. Esta motivação tem raízes nos desejos e nas necessidades de cada ser humano. Quando os objetivos da aprendizagem confundem-se com a satisfação destas necessidades, então teremos as melhores condições imagináveis para a assimilação de novos conhecimentos ou aquisição de novos hábitos. (WELL, 1956, p. 114)

Tiba (1996) ainda afirma que o ambiente interfere muito na disciplina, como salas que há bastante barulho, salas com péssima iluminação, quentes, e que não tem acomodação para comportar todos os alunos. Tudo isso causa a desordem, pois ficam inquietos e sem lugar. Além de afetar o aprendizado.

Muitos jovens não têm animo para estudar. Vivem se perguntando por quê? Pra que estudar? Com isso o professor tem mais dificuldades de fazer com que eles prestem atenção no conteúdo. O mestre deve ter toda uma dinâmica, sendo mais comunicativo, entrando no cotidiano deles, fazendo atividade que os envolvam assim, eles terão ânimo para estudar, contribuindo com a ordem no ambiente escolar, pois, se um aluno desrespeita alguma regra, ele terá quebrando alguma lei dentro da escola.

Outra causa que podem facilitar a desordem é se o professor for inimigo dos alunos, quando a sala tem muitas turmas em um mesmo local gera uma confusão de opiniões.

Visto que à disciplina tem que ser dirigida impondo limite. Fazendo com que ela seja respeitada.

Uma escola onde o que lidera é a indisciplina, com certeza ali não tem limites e nem regras. Disciplina se conquista ganhando a confiança de quem está sendo cobrada, garantindo assim a ordem do ambiente.

3.1. Causa da indisciplina na escola

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A indisciplina na escola está cada vez mais rotineira, são alunos dispersos, aqueles que gritam, respondem, fazem caretas, são mal educados, baderneiros. Isso vem sendo comum em todas as escolas. Entretanto existem várias causas que contribuem para essas atitudes que levam à desordem.

Tiba (1996) indica três motivos principais que levam ao mau comportamento, os distúrbios de ordem pessoal, distúrbios relacionais e distúrbios e desmandos de professores.

O primeiro seria aquele que é provocado por uma “deficiência mental; distúrbios de personalidade; distúrbios neuróticos; etapas do desenvolvimento: [...] síndrome da quinta série, distúrbios “normóticos”; distúrbios leve de comportamento; uso e abuso de drogas.” (TIBA, 1996, p.137)

Quando o indivíduo possui algum tipo de distúrbio psicótico, ele age sem pensar que seu modo de fazer as coisas é errado. Imaginam que o que as outras pessoas fazem é para lhe prejudicar, estaria assim ameaçando o seu mundo reagindo com agressividade, entendendo que isso é para se proteger.

Well (1959, p. 122) reforça que existe “[...] um tipo de brutalidade ‘gratuita’; a criança ataca de repente a qualquer um, sem motivo; pode se tratar de equivalente epiléptico, ou de ausência de controle celebral motivado por outro tipo de doença mental.”

Porém, esses comportamentos de agressividade, inquietação podem ser também provocados pelas fases de desenvolvimento.

“A agitação, a irrequietude, a instabilidade, são normais em certos períodos da vida da criança, surgindo como reflexo de crises passageiras, tais como a do três anos de puberdade, coincidindo com grandes modificações glandulares.” (WELL.1959, p. 120)

Visto que nessa fase os adolescentes passam por várias modificações no seu corpo, muitas vezes alterando o seu humor. As meninas alteram todo o seu quadro hormonal, isso faz com que tenham oscilações de temperamento. Os meninos iniciam as reações de desejo sexuais, o que muitas vezes é incontrolável, tornando-os imprudentes e até inquietos.

Porém esses comportamentos já citados podem ser causados ainda por ciúmes, tanto dos pais, professores ou por colegas de sala. O que faz reagir de modo descontrolado para chamar atenção daqueles a sua volta.

Contundo ainda há aqueles distúrbios que são considerados normais. Mas, que se não tiver conhecimento, poderá acarretar vários prejuízos aos professores.

Exemplos típicos são algumas confusões masculinas na sétima, brigas corporais na oitava, maior valorização da amizade no ensino médio, sexualidade exuberante no ‘maremoto hormonal’, a timidez no estirão, as crises de autoridade e a ousadia onipotências, a expansão do ego, a temeridade e a ousadia onipotência juvenil. (TIBA, 1996, p. 145)

Esses distúrbios que acontecem nas fases escolares são bastante comuns, mas se não prestar atenção, trará resultados que afetará sua convivência social.

Além desses transtornos há ainda os usuários de drogas, que muitas vezes causa grandes prejuízos dentro da escola, incomodando os que estão a sua volta, tirando a paz da sala de aula. E muitas vezes o professor não esta preparado para lhe dar com essas situações, provocando mais confusão.

A segunda causa apontada por Tiba (1996) é o problema de relacionamento. Que muitas vezes não se percebe com facilidade.

Quando a criança vai pela primeira vez a escola, ali ele iniciará o convívio com outras pessoas diferente de si. Muitos reagem de forma desigual alguns não há problema de adaptar ao ambiente, outros já possuem uma maior dificuldade. Isso vai passando a cada momento que muda de escola, de classe e assim por diante. Quando chegam à fase da adolescência os problemas de relacionamento fica mais freqüente, são inimizades dentro da sala de aula, formando grupinhos que brigam entre si, ficam mais competitivos, iniciando-se um circulo de disputa e ofensas.

Tiba (1996, p. 153) ainda aponta os distúrbios da auto-estima, “[...] são a perda de limites, a autodesvalorização, o excesso de auto-estima, o ego inflado, o ego murcho, o falar que vai fazer algo e não seguir adiante.”

Esse distúrbio acarreta a indisciplina, a falta de respeito pelas pessoas, causando brigas, procura ser diferentes do que realmente são, procura uma saída em coisas que só lhe prejudica, como o álcool, drogas, e outros refúgios que provocam danos em si mesmos.

Todas essas atitudes provocam a indisciplina nas escolas, em casa, no seu convívio social. Mas o que realmente acarreta é a violência nas escolas, o que tem sido cada vez mais comum.

Sabe-se que a violência inicia-se dentro da própria família e é transferida para as escolas.

A violência é uma semente colocada na criança pela própria família, que, encontrado terreno fértil dentro de casa, se tornará uma planta rebelde na escola, expandindo-se depois em direção à sociedade. Quando os pais deixam do filho fazer tudo o que deseja, sem impor-lhes regras ou limites, ele acredita que suas vontades são leis que todos devem acatar. Então, se um dia alguém o contrária, esse filho pode torna-se, num primeiro momento, agressivo, mas depois partir para a violência, exigindo que se faça aquilo que ele quer. (TIBA, 1996, p. 152)

Se a família não cuidar da educação da criança desde cedo o que provavelmente acontecerá são distúrbios de comportamento, ocasionando agressividade, brutalidade entre colegas e professores, o que tem sido mais comum.

De acordo com (CANDAL, 1999, s/p apud ARAUJO, 2004, p.43) as violências relatadas por educadores são “as agressões e brigas entre alunos e as agressões entre os alunos e os adultos. Aqui, incluem-se as ameaças aos professores, as agressões verbais, físicas e psicológicas.”

Conseqüentemente os distúrbios que são as causas da indisciplina, podem e geram grandes desastres, como a violência, falta de respeito e agressividade dentro das escolas e da sociedade. Assim muitos pais delegam a educação dos filhos a outras pessoas.

4. Delegar à escola a educação dos filhos

Como já discutido nos textos anteriores, muitos pais não possui tempo de estar com os filhos deixando a responsabilidade de educar para outras pessoas. Com isso pagam a melhor escola que eles acreditam ser, deixando a total educação por conta dessa entidade.

Quando o filho tem um mau comportamento, eles direcionam a culpa inteiramente a escola, principalmente aos professores. Discutindo com os docentes e os culpando. Well (1959) aponta que quando há um problema, os pais deveriam procurar o professor e saber o que realmente esta acontecendo e como eles poderiam colaborar para mudar esse quadro, ainda diz que os professores reclamam, pois a situação é totalmente ao contrário, dificilmente eles encontram os pais para conversar, tornando a tarefa mais difícil de ser resolvida.

A família justifica que não tem tempo para estar na companhia de seus filhos e muito menos para estar indo à escola, e quando as têm querem estar o máximo de tempo com eles para se divertirem e brincar, assim realizando todas as suas vontades, deixando de lado a educação.

Poli ( 2009, s/p) afirma que,

Os pais são responsáveis pela educação dos filhos e a escola deve ser parceira com os pais na educação das crianças. Os pais não devem delegar para o colégio toda a responsabilidade da educação de seus filhos, mas se aproximar da escola para buscar e incentivar essa parceria.

Sabe-se que a criança não freqüenta apenas uma escola durante toda a sua vida escolar, com certeza ela passará por duas, três instituições de ensino diferente, convivendo com valores desiguais daqueles que ele não esta acostumado. Cabe aos pais escolherem aquelas que encontrarem-se mais adequadas aos seus costumes.

É exatamente por esse motivo, que a família deve ter uma parceria com a escola, para que assim a criança tenha uma boa educação.

De acordo com (TIBA, 1996, p.170 e 171)

[...] não cabe ao professor tratar o aluno com base em sua visão pessoal do caso, pois, além de estar abandonando sua função de dar aula, acabará invadindo uma área para qual não foi preparado. Assim sendo, ele deve avisar a direção da escola, que se encarregará de chamar os pais e com eles, discutir formas de disciplinar aquele aluno/filho.

Existe uma grande dificuldade por partes dos professores em resolver assuntos pessoais de seus alunos, pois, por mais próximo que estejam deles, não conhecem realmente o que esta acontecendo dentro de suas casas. Por que querendo ou não o educando sempre reflete os problemas de casa dentro da sala de aula. E muitas vezes a indisciplina do aluno é causada por conflitos que surge em casa.

Os problemas vividos pelas crianças em casa sempre irão afetar o desempenho na escola, em maior ou menor grau. Se essa parceria escola/família é uma realidade, os pais e os professores podem trabalhar em unidade para ajudar as crianças a resolver esses problemas. (POLI, 2009, s/p)

Dessa forma cabe a escola e aos pais educarem as crianças em conjunto. Cada um fazendo a sua parte não transferindo responsabilidade de um para o outro.

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