12
Abril
2022

Falsa médica atendeu 72 pacientes na zona rural do Amapá

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Falsa médica atendeu 72 pacientes na zona rural do Amapá
Samantha Valéria apresentou supostos documentos falsos e registro do CRM de outro médico, diz denúncia do MP aceita pela justiça.

A jovem investigada por ser passar por médica chegou a atender 72 pacientes na unidade básica de saúde de Anauerapucu, na zona rural do município de Santana, no Amapá. A informação consta na denúncia enviada pelo Ministério Público do Estado e que já foi aceita pela justiça.

Mulher que apresentou certidão falsa para atuar como médica nunca estudou medicina

A falsa médica Samantha Valéria, nunca estudou medicina.
 

A Polícia Civil do Amapá informou nesta quarta-feira (7) que a mulher que apresentou uma falsa certidão profissional de médica para atuar no estado, nunca estudou medicina na Universidade Federal do Ceará (UFC), instituição onde indicou ter feito o curso.

Segundo a corporação, o atestado de conclusão do ensino, apresentado pela investigada à prefeitura de Santana no momento da contratação, foi confirmado como sendo falso pela coordenação do curso e pelo Conselho Regional de Medicina do Amapá (CRM-AP).

Em ofício encaminhado pela UFC, ainda foi declarado que a mulher nem mesmo chegou a ser aluna no curso de medicina da universidade, informou a Polícia Civil.

Foto: Polícia Civil/Divulgação – Sede da 1ª Delegacia de Polícia de Santana, no Amapá.

A suspeita também faltou no interrogatório marcado nesta quarta-feira (7) na 1ª Delegacia de Polícia de Macapá, que recebeu a denúncia. O caso foi encaminhado posteriormente para a 1ª Delegacia de Santana.

Além disso, a apuração da Civil apontou indícios de que a suposta médica recebeu as duas doses da vacina contra a Covid-19. Ela foi afastada das funções pela Secretaria de Saúde de Santana logo após a denúncia (confira nota na íntegra no fim da reportagem).

O site fatos.net.br tentou acesso com a defesa de Samantha Valéria Souza da Costa. Na segunda-feira (5), quando o CRM falou sobre o caso, o advogado dela declarou, também em nota, que busca informações para apresentar provas e esclarecer as denúncias, que considera “fatos espalhados, sem o merecido cuidado com a imagem e a honra das pessoas trabalhadoras e honestas”.

Entenda o caso

Segundo a Polícia Civil, a investigada apresentou uma certidão falsa para trabalhar como clínica-geral na unidade de saúde no distrito de Anauerapucu, na Zona Rural do município de Santana, na região metropolitana de Macapá. Ela foi contratada em 17 de março.

A falta de veracidade no documento foi confirmada pelo CRM. A certidão, impressa numa folha de papel A4 e entregue na Secretaria de Saúde do município, tinha a assinatura falsificada do presidente do Conselho, o médico Eduardo Monteiro.

“Entendo que houve um descuido na contratação dessa profissional, que deveria ter sido checado no portal do CRM, onde estão nome, número e foto. É muito fácil identificar”, detalhou o presidente.

Foto: Victor Vidigal – Presidente do CRM-AP, Eduardo Monteiro de Jesus.

O documento ainda apresentava informações inexistentes, como o número de inscrição, que pode ser consultado por qualquer cidadão no site do CRM. O nome dela também não consta quando feita a busca no endereço: portal.cfm.org.br/busca-medicos.

Nota da prefeitura de Santana

A respeito da denúncia que envolve uma suposta médica que atuou na Unidade Básica de Saúde do distrito de Anauerapucu, a Prefeitura de Santana, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SEMSA) informa que, tomou conhecimento do caso através de uma denúncia acerca do exercício de atividade irregular e em seguida, adotou imediatamente todos os procedimentos administrativos necessários para o afastamento da funcionária. A Secretaria Municipal de Saúde acionou o Conselho Regional de Medicina (CRM-AP), para que fosse aberta uma investigação e as medidas inerentes à denúncia fossem adotadas.

A Prefeitura lamenta que, nesse momento tão delicado, onde todos enfrentam os desafios diários para salvar vidas, alguém se aproveite para fraudar informações oficiais, e comprometendo o trabalho das equipes e à saúde do cidadão que paga impostos, e tem o direito de receber um serviço de saúde seguro e de qualidade.

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