27
Agosto
2022

Brasil ultrapassa 4 mil casos de varíola dos macacos

Principal forma de transmissão da monkeypox é por meio do contato direto entre pessoas, chamado de pele a pele

Brasil ultrapassa 4 mil casos de varíola dos macacos

Mais dois casos de Monkeypox foram confirmados na Bahia nesta terça-feira (24), informou a Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab). Os registros são de indivíduos residentes em Salvador. Com isso, a Bahia totaliza 42 casos da doença.

Dos 42 casos confirmados no estado, 33 foram identificados em Salvador, 2 em Santo Antônio de Jesus; 1 em Cairu; 1 em Conceição do Jacuípe; 1 em Feira de Santana; 1 em Ilhéus; 1 em Juazeiro; 1 em Mutuípe e 1 em Xique-Xique. Além dos confirmados, a Bahia tem notificados 104 suspeitos.

Ainda de acordo com a Sesab, as notificações têm predomínio do sexo masculino (37 casos) e faixa etária variando entre dois meses e 50 anos de idade. Quanto aos sinais e sintomas apresentados, foram referidos na maioria dos casos: febre, adenomegalia, erupção cutânea, cefaléia e dor nas costas.

Até o momento, foram confirmadas infecções nos estados de São Paulo (2.788), Rio de Janeiro (578), Minas Gerais (253), Distrito Federal (168), Goiás (189), Bahia (44), Ceará (47), Rio Grande do Norte (18), Espírito Santo (11), Pernambuco (24), Tocantins (2) , Amazonas (19), Acre (1), Rio Grande do Sul (77), Mato Grosso do Sul (16), Mato Grosso (20), Santa Catarina (78), Paraná (118), Pará (12), Tocantins (2), Alagoas (2), Maranhão (2), Paraíba (1), Piauí (3) e Roraima (1).

A principal forma de transmissão da varíola dos macacos é por meio do contato direto pessoa a pessoa, chamado de pele a pele.

O contágio pode acontecer a partir do contato com lesões cutâneas, crostas ou fluidos corporais de uma pessoa infectada, pelo toque em objetos, tecidos (roupas, lençóis ou toalhas) e superfícies que foram usadas por alguém com a doença, além do contato com secreções respiratórias.

Medidas de prevenção

O Ministério da Saúde recomenda evitar contato próximo com pessoas com suspeita ou diagnóstico da doença, além da higienização das mãos com água e sabão ou com álcool em gel antes de comer ou tocar no rosto como uma medida de prevenção.

Diante de algum sintoma suspeito (veja abaixo), as pessoas devem procurar atendimento médico em Unidades Básicas de Saúde (UBSs) ou Unidade de Pronto Atendimento (UPA) para avaliação.

Durante a consulta, é importante informar se houve contato próximo com alguém com suspeita ou confirmação da doença. Com base nesses registros coletados durante a consulta, o especialista poderá fazer o pedido de teste de diagnóstico.

Sintomas da doença

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A varíola dos macacos, na maioria dos casos, evolui sem complicações e os sinais e sintomas duram de duas a quatro semanas.

As manifestações clínicas habitualmente incluem lesões na pele na forma de bolhas ou feridas que podem aparecer em diversas partes do corpo, como rosto, mãos, pés, olhos, boca ou genitais. No entanto, o surto atual da doença tem apresentado características epidemiológicas diferentes, com sintomas que podem ser bastante discretos.

Na forma mais comum documentada da doença, os sintomas podem surgir a partir do sétimo dia com uma febre súbita e intensa. São comuns sinais como dor de cabeça, náusea, exaustão, cansaço e principalmente o aparecimento de inchaço de gânglios, que pode acontecer tanto no pescoço e na região axilar como na parte genital.

Já a manifestação na pele ocorre entre um e três dias após os sintomas iniciais. Os sinais passam por diferentes estágios: mácula (pequenas manchas), pápula (feridas pequenas semelhantes a espinhas), vesícula (pequenas bolhas), pústula (bolha com a presença de pus) e crosta (que são as cascas de cicatrização).

Vacina

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) dispensou a necessidade de registro para que o Ministério da Saúde importe e utilize a vacina Jynneos/Imvanex, para imunização contra a Monkeypox, no País. A decisão foi aprovada na última quinta-feira, 25, após solicitação do Ministério da Saúde. O imunizante é destinado a adultos com idade igual ou superior a 18 anos.

A autorização se aplica a vacina Jynneos (EUA) ou Imvanex (EMA), que apesar de ser o mesmo produto, possui nomes diferentes nos EUA e na Europa. A vacina da empresa Bavarian Nordic A/S é fabricada na Dinamarca e Alemanha. O imunizante é destinado a adultos com idade igual ou superior a 18 anos e possui prazo de até 60 meses de validade quando conservado entre -60 a -40°C.

A diretora da Anvisa e relatora do pedido do MS, Meiruze Freitas, destacou que a Monkeypox é causada por um vírus semelhante à varíola. Portanto, a expectativa é que a vacina contra a varíola previna ou reduza a gravidade da infecção pela Monkeypox. Meiruze também ressaltou a necessidade da condução de estudos de monitoramento para a confirmação da efetividade da vacina para a prevenção da Monkeypox.

Para conceder essa autorização, a Anvisa avaliou o Relatório de avaliação Agência Americana (FDA), as informações públicas emitidas pela Agência Europeia de Medicamentos e Agência do Reino Unido, a bula, dizeres de rotulagem e demais documentos apresentados pelo Ministério da Saúde. A avaliação foi feita por equipe multidisciplinar composta por servidores concursados da Agência.

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